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Opinião: Vítor Catão, o justiceiro do futebol da região


Por: Paulo Almeida Galvão

«Ao contrário de certos “grupelhos”, o sr Vítor Catão nunca usou o nome da instituição FC Porto para encher os bolsos»

Tenho uma profunda estima pelo senhor Vítor catão. Não o conheço pessoalmente, mas as referências que tenho dele agradam-me. Com um excelente treinador (Armando Santos) e um plantel de jovens talentosos, está a transformar o seu São Pedro da Cova numa equipa temível no distrital.  Sei que, tal como eu, o Vítor Catão é um grande portista e além do mais, é um aliado daqueles que lutam pela verdade desportiva.

Talvez por ser um justiceiro a sua figura tem sido alvo de vários ataques pessoais. Uma notícia que envolva o senhor Vítor Catão recebe um enorme chorrilho de comentários, na sua maioria comentários insultuosos contra a sua pessoa. Parece evidente que há uma tentativa de calar o mensageiro. Porque será o senhor Vítor Catão incomoda muita gente?





Se há alguém que dá a cara pela verdade desportiva, esse alguém é o senhor Vítor Catão. O seu passado, evidentemente, fala por si. Em primeiro lugar, convém salientar o seu percurso inatacável de mais de 20 anos a servir a instituição Futebol Clube do Porto. Ao contrário de certos “grupelhos”, o sr Vítor nunca usou o nome da instituição FC Porto para encher os bolsos. Fez o seu trabalho da forma mais honrada e provavelmente deu mais do que podia. Não sei se um dia o FC Porto lhe vai dar o devido reconhecimento, mas da minha parte e de outros portistas terá, certamente.

Em segundo lugar, a luta contra a corrupção no futebol português tem um aliado de peso. Não me esqueço que o senhor Vítor Catão, aqui há uns anos, ajudou a desmantelar um esquema de corrupção a envolver a arbitragem do futebol do nosso distrito e que resultou na condenação de um ex-árbitro (Martins dos Santos). A sua consciência cívica e valores morais ficaram aqui patentes. O nosso futebol deve-lhe um tributo.

Entretanto, rebentaram as bombas do “E-Toupeira”, do “mala ciao”… Vítor Catão falava disto há muito e ninguém lhe deu ouvidos. De louco, o Vítor não tem nada e devíamos escuta-lo com a seriedade. São da sua autoria algumas declarações desconcertantes e que mereciam ser debatidas.

Por exemplo, no meio do caos que se viveu na AF Porto por causa do Canelas, em pleno 2017, Catão defende a ideia de que o antigo presidente do Oliveira do Douro, João Paulo Correia, tinha pretensões de se candidatar à Presidência da AF Porto, alegadamente a mando do Benfica.

Onde há fumo há fogo, diz o povo. Desconheço se JPC tem a presidência da AFP no seu horizonte mas ultimamente não perde uma para dar nas vistas. Para quem não sabe, ele é deputado do PS no parlamento e recentemente veio para a praça pública, todo lampeiro, colher os louros da resolução do impasse acerca do policiamento dos jogos na AF Porto. Será este o mote para uma eventual candidatura? Se não for ele, deve avançar aquele "para-quedista" que ocupa a vice-presidência da AF Porto, um tal de Vasco Pinho, também ele com ligações ao PS. Pior que a gestão nefasta de Lourenço Pinto, só mesmo uma gestão com interesses partidários. O que diz o sr Catão pode ter algum fundo de verdade.

Há mais de 2000 anos, na República Romana, o político e escritor Catão, O Velho, dizia que Cartago devia ser destruída. Tantas vezes repetida, a frase se popularizou na época e Cartago acabou mesmo por cair. Num contexto diferente, o Catão do nosso futebol distrital pode não ter a mesma sapiência oratória que o político romano, mas tem razão ao pôr em causa a seriedade da AF Porto. Aquilo está a cair de podre.


Contacto: pauloalmeidagalvao@sapo.pt

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