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Vasco Oliveira ao ataque:«Inconcebível ter jogadores bêbados, gordos e que não querem treinar»

Chibante, Vasco Oliveira e Ricardo Nascimento. Foto Minuto90.pt

Após assumir o comando técnico do SC Rio Tinto, Vasco Oliveira revelou que encontrou uma equipa "destruída psicologicamente, fisicamente de rastos e desmotivada". Treinador aponta "erros de casting" no início da época e revela que o presidente  Jorge Pina foi alvo de tentativa de agressão por parte de um jogador.





Numa uma entrevista ao site "Minuto90", Vasco Oliveira, no seu estilo frontal e polémico, abordou a sua primeira experiência como treinador, onde não faltaram revelações surpreendentes e que só agora foram tornadas publicas.

No início da época,  Vasco Oliveira entrou para o SC Rio Tinto para iniciar um estágio de final de Curso na Licenciatura em Treino Desportivo de Alto rendimento e ofereceu-se de "corpo e alma" para ajudar o clube como jogador.

O técnico riotintense, filho do antigo selecionador nacional António Oliveira, foi depois convidado a assumir a equipa após a saída de Pedro Ferreira no final do jogo com o Moura, a contar para a 2ª Eliminatória da Taça de Portugal.

«Esta é a fase que me custa um bocado falar mas infelizmente as coisas tem de ser faladas, a nossa equipa estava completamente destruída psicologicamente, fisicamente de rastos e desmotivada(...) Quando sou convidado pelo Presidente e Diretor Desportivo foi-me dito que estrategicamente seria melhor alguém de dentro do que vir alguém de fora, pois a nossa situação exigia que fosse alguém que já estivesse por dentro de todo o processo, não podíamos perder mais tempo e que tendo eu o curso treinador Nível 2 e estando a licenciar-me em treino desportivo seria eu o homem indicado», revelou Vasco Oliveira.

O treinador foi ainda mais longe, apontando as principais causas da quebra de rendimento da equipa desde que assumiu o comando técnico:

«Os objectivos foram reformulados, a luta pela manutenção passou a ser a nossa prioridade. O que levou a reformular o plantel? Muitos erros de "casting" foram cometidos na escolha de alguns jogadores no início de época. Para mim enquanto treinador é inconcebível ter um jogador (Djalo) que tenta agredir o Presidente no túnel após a derrota com o Moura para Taça de Portugal, da mesma forma que para mim é inconcebível ter jogadores bêbados durante uma sessão de treino, ter jogadores gordos, ter jogadores que não querem treinar com intensidade, ter jogadores que não podem vir a treinos porque trabalham ou porque não lhe apetece, ter jogadores que gravam chamadas telefónicas com o Presidente para depois o chantagearem, ter jogadores com uma completa falta de compromisso, etc, etc, etc Muito mais poderia eu falar….», atira.


«Os jogadores que ficaram e os que se juntaram a nós são uns verdadeiros heróis, nenhuma equipa resiste quando não faz uma pré-época com princípios físicos permanentes no período preparatório, isso não foi feito no início e deveria ter sido feito, é uma luta desleal, tivemos de a fazer em pleno período competitivo com um esforço e uma fadiga redobrada a todos os níveis. A dedicação, compromisso e vontade de salvar o clube de um cenário catastrófico está dentro do coração de cada um deles… Jamais poderão ser esquecidos estes homens! Alcançar a manutenção neste cenário caótico em que o clube se encontrava, vale tanto como subir de divisão!», afirmou o treinador do SC Rio Tinto.

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