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Milton Ribeiro, treinador do Canelas:«Os meus jogadores foram escolhidos a dedo»

Foto Observador

Milton Ribeiro, treinador do Canelas 2010, actual líder da Série 1 da Elite, foi o convidado especial do programa "Futebol D'Douro", transmitido na passada segunda-feira na NorteTV-Gondomar FM.

A realizar um excelente campeonato, onde lidera há várias jornadas, a equipa do Canelas continua com os pés assentes no chão. Quem o afirma é o seu treinador, o mesmo que há duas temporadas subiu o clube gaiense ao Campeonato Nacional.


Para Milton Ribeiro, o facto de a sua equipa ter descido do Campeonato Portugal, não a coloca como candidata à subida:

«O nosso objectivo sempre foi ganhar jogo a jogo. Fala-se que as equipas quando descem de divisão, são logo candidatas  à subida. Pois, eu não concordo nada com isso, até porque quando há um abaixamento de divisão, o que acontece é que há uma baixa de orçamento. Os jogadores que tínhamos na temporada passada, ficamos com 5 ou 6. E isso faz com que tenhamos de construir um plantel completamente novo», argumentou Milton Ribeiro, acrescentado que os candidatos "serão as equipas que passam ao play-off".

"Tenho duas descidas de divisão e nestas duas vezes não fiz o plantel. Apanhei sempre as equipas a meio", justificou Milton Ribeiro, referindo-se à descida da sua equipa, que na temporada passada, lutou até à última jornada pela permanência no CP.  Sem querer "atirar culpas" ao treinador anterior, admite que "é complicado gerir uma equipa que não é feita" por si.

"Este ano conseguiu construir o plantel com os jogadores que quis, à excepção de dois atletas que foram para  campeonatos superiores (...)Temos seis jogadores sub-21 que têm sido opção. Os Jogadores foram escolhidos a dedo e sobretudo aqueles que têm um compromisso com o rendimento", revelou Milton Ribeiro.

Há duas temporadas, por causa de uma agressão ao árbitro no jogo com o SC Rio Tinto,  o Canelas ficou rotulada como a equipa mais violenta a jogador futebol. Milton Ribeiro acredita que tudo isso faz parte do passado e que hoje a sua equipa está em primeiro por mérito próprio.

«O passado não deve ser esquecido. Tudo aquilo que é bom ou o que é mau, tudo passa.(..) Quando vou jogar a determinados estádios,  ainda continuo a ver um olhar de desdém para connosco. Mas tem uma coisa que tem acontecido. Os jogadores de outras equipas vêm ter comigo e dizem, mister, parabéns, porque a sua equipa joga futebol».

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